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sexta-feira, 22 de março de 2013

Apresentação dos primeiros alimentos ao bebê


Depois de um longo período em que o pequeno se alimenta apenas de leite materno, saiba como incorporar as papinhas, as sopinhas e as frutas ao cardápio

Aos 6 meses, uma grande mudança acontece na vida do pequeno: além do leite materno, ele passa a saborear papinhas, sopas e frutas. Essa adaptação nem sempre é fácil. Algumas crianças, simplesmente, não aceitam a novidade. Para ajudar mãe e filho nessa transição, reunimos dicas preciosas de nutricionistas e pediatras. A ideia é tornar a hora da refeição um momento prazeroso e cheio de descobertas para a garotada. Bom apetite!

1. Hábitos alimentares saudáveis começam pela amamentação

Até os 6 meses, nada de água, chás e sucos, somente leite do peito. Além de nutrir, imunizar e estreitar laços afetivos, o alimento materno deixa lições que a criança guarda para o resto da vida. Uma das mais importantes delas é a chamada autorregulação. Ao decidir quanto e quando vai mamar, o recém-nascido aprende a lidar com a saciedade, o que reduz e muito o risco de obesidade no futuro. Aliás, um deslize bastante comum nessa fase é associar sempre o choro à fome. Dar o peito toda vez que o pequeno abre o berreiro pode fazer com que ele recorra à comida a cada frustração da vida. Nessa fase, seu filho também já começa a ter contato com os diferentes sabores dos alimentos. Isso acontece porque o gosto do leite muda conforme a dieta da mãe. Portanto, é absolutamente recomendável que a família siga uma alimentação balanceada, fugindo da monotonia.

2. Nada de substituir o leite materno pelo leite de vaca integral

Na impossibilidade de amamentar, os pais devem fornecer fórmulas infantis prescritas pelo pediatra. Isso vale especialmente para o primeiro ano de vida. Nada de substituir o leite materno pelo leite de vaca integral, o que pode comprometer o desenvolvimento da criança, deixando sequelas. De acordo com os especialistas, o consumo da bebida láctea de origem animal nessa fase pode levar à sobrecarga renal devido ao excesso de proteína e sódio. Sem contar no baixo fornecimento de ácidos graxos essenciais, ferro, zinco e algumas vitaminas. Em outras palavras, há o risco de problemas cognitivos, anemia, prejuízo ao crescimento, falta de proteção contra infecções e mais vulnerabilidade a doenças crônicas.

3. Ao preparar a papinha, não use o liquidificador

O sexto mês marca uma mudança importante na dieta de uma criança. É o período em que os pais devem introduzir as papinhas na rotina alimentar dos filhos. Tanto salgadas como doces. Serão, em média, quatro mamadas para duas papas. Aqui uma dica importante é jamais usar o liquidificador, que tritura sem piedade qualquer ingrediente. Os pediatras seguem uma receita clássica: a papinha deve ser pastosa, mas não totalmente liquefeita. Em outras palavras, você terá de peneirar, ralar, raspar, espremer ou amassar os alimentos nessa primeira etapa. Não existe restrição em relação às frutas a serem usadas, embora muitos evitem as mais ácidas – preferem a laranja-lima, por exemplo. Seja como for, a principal preocupação é que elas sejam frescas, in natura e, de preferência, da estação.

4. A primeira papa salgada deve ser oferecida junto com a doce

Se a criança não aceitar bem a novidade, complemente a refeição com o leite materno. Entre os grupos de alimentos que podem ser cozidos, peneirados e amassados, estão as principais categorias: cereais ou tubérculos, leguminosas, carne (vaca e frango) e hortaliças (verduras e legumes). O óleo vegetal deve ser usado em menor quantidade. As sopinhas podem ser preparadas, por exemplo, com batata, cenoura, caldo de músculo, cebola, sal e azeite. Pode-se também incluir outros legumes, folhas e carnes. Fica o recado: é imprescindível usar alimentos frescos e tomar cuidado com o excesso de sal, além de evitar temperos fortes, como a pimenta.
 
5. Ofereça água e suco no copo


Nessa fase, o bebê também deve começar a tomar água e sucos naturais, sem a adição de açúcar. Procure oferecer, no máximo, 100 mililitros por dia. Sempre no copo para não ameaçar a amamentação com a confusão de bicos. Os sucos, principalmente os de frutas cítricas, devem ser oferecidos após as refeições para melhorar a absorção do ferro, presente, por exemplo, na carne vermelha, no feijão e nas folhas verde-escuras. Jamais substitua os alimentos sólidos por bebidas. Para matar a sede, dê a água e não o suco.

6. Use vários tipos de peneira

Depois que o novo cardápio já entrou na rotina alimentar da criança, suas refeições se resumirão a três mamadas e três papinhas, duas salgadas e uma doce, além dos sucos e da água. Para graduar a consistência das sopinhas, vale a pena investir em diferentes peneiras. A ideia é usar telas com entrançamentos cada vez menos estreitos, permitindo que os alimentos fiquem paulatinamente mais endurecidos.

7. Nada de festa se o pequeno raspou o prato

A introdução dos alimentos sólidos pode gerar estranhamento e estresse na criança. Leve isso em consideração ao colocá-la no cadeirão. Com o tempo, ela deve se render aos prazeres da comida, mas, até lá, tenha bastante paciência. Fuja dos modelos de recompensa e de ameaça. Quer dizer, nada de festa se raspou o prato ou broncas porque cuspiu a comida. O ambiente deve ser o mais tranquilo e aconchegante possível na hora da refeição. O cansaço, a irritação e o nervosismo dos pais interferem no humor do bebê. Adotar horários fixos também é importante, assim o organismo do pequeno vai se acostumando à rotina.


8. Aos 9 meses, separe os alimentos

Do nono mês até o primeiro ano de vida, o bebê deve passar gradativamente para a refeição da família, com ajuste apenas na consistência dos alimentos. Não é preciso lembrar a importância dos hábitos alimentares da casa na dieta dessa criança. Se os pais comem lasanha congelada, sanduíches e pizza vários dias por semana, a criança terá dificuldades para criar uma dieta saudável. O cardápio deve ter alimentos variados, coloridos e frescos. A monotonia é outro risco que deve ser evitado, sob pena de o pequeno se tornar seletivo demais. Uma dica valiosa é separar os alimentos para que ele sinta o gosto de cada um. Se possível, prepare refeições que encham os olhos. Vale, inclusive, optar por pratos infantis, que já vêm com divisórias. Procure também deixar seu filho apreciar o aroma da comida, feita na hora. Tudo isso vai despertar os sentidos dele. Ah, a reunião de toda a família à mesa é mais um fator a favor da alimentação saudável.

Com informações da Revista Mamãe e Bebê.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Faça seu filho comer bem nas férias


A criançada ainda está de férias, o que significa menos rotina. Dormem e acordam mais tarde, comem mais guloseimas do que de costume, pulam o café da manhã.

Apesar de estarem livres da escola e de algumas obrigações, é importante manter alguns hábitos alimentares como forma de garantir a energia necessária para a diversão e evitar problemas futuros de saúde.

 “Para as crianças, o ideal é que 50% ou 60% da alimentação diária seja composta por esse carboidratos, presente em pães, massas e biscoitos. Como em janeiro geralmente a correria, as brincadeiras e as viagens exigem mais energia, esta quantidade pode e deve ser aumentada”, explica a nutricionista Tereza Cibella.

O café da manhã também não deve ser deixado de lado. Segundo Tereza, a primeira refeição é responsável por 25% de toda a energia que o corpo precisa para controlar a fome durante o dia.

“Nessas refeições, o pão é o protagonista e neste caso a melhor opção são os integrais, que atingem a corrente sanguínea mais lentamente. Assim, ficamos satisfeitos por mais tempo. Também é importante adicionar proteína, como leite, frios e frutas para completar a refeição”, destaca.

Para o almoço e o jantar, uma boa ideia é macarrão, que é rápido e fácil de preparar e pode agregar outros nutrientes no molho, como legumes que normalmente as crianças rejeitam.

“O macarrão à bolonhesa, por exemplo, é um prato bastante completo, pois inclui carboidratos, proteínas e gorduras suficientes para uma refeição equilibrada”, sugere Tereza.

Outra prática bastante comum durante as férias é comer bobagem a qualquer hora, sem respeitar os horários. De acordo com a nutricionista, nada de errado em alterar um pouco a rotina, mas é importante oferecer alimentos mais saudáveis quando solicitado. Lanches pequenos com queijo branco e peito de peru ou bisnaguinhas, além de bolos em mini porções, podem ser uma boa ideia.

Por fim, a especialista indica as viagens como uma boa oportunidade para inserir novos alimentos e sabores às crianças, como algum peixe ou fruta com as quais não estão habituadas.

Assim, fica mais fácil incentivar uma alimentação saudável. “Também é importante não deixar de lado os líquidos, principalmente durante o verão. Sucos, água de coco e vitaminas são essenciais para manter o corpo hidratado, sem esquecer da própria água”, finaliza Tereza.

Com informações da Chris Flores.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

5 dicas para seu filho aproveitar o máximo do verão sem ficar doente

 
A estação das brincadeiras em quintais, praias, piscinas e parques está prestes a começar. Com ela, chega também uma série de perigos trazidos pelas altas temperaturas e a umidade. Para seu filho não perder a diversão, preparamos uma série de cuidados para as crianças curtirem o verão de forma segura.
 
CHOQUE DE TEMPERATURAS
 
No verão, mesmo com a umidade relativa do ar mais elevada, mudanças bruscas de temperatura acontecem com bastante frequência. Por isso, continuam comuns doenças como resfriado e gripe. Uma situação corriqueira também pode colaborar para esse quadro: você está na rua, passando calor, mas, quando entra em qualquer ambiente fechado – como shopping ou supermercado –, quase morre de frio devido ao ar-condicionado. Ele deixa as vias aéreas mais vulneráveis, pois resseca o muco protetor. Por isso, para que seu filho não sofra com o choque de temperaturas, sempre tenha um casaco leve na bolsa, dê muito líquido e umidifique as narinas com soro fisiológico se o ambiente com ar-condicionado for pequeno (como no avião ou no carro, em viagens longas). Se tiver ar-condicionado em casa, a temperatura ideal é em torno dos 22 graus.
 
BRINCADEIRA SEGURA
 
Escorregador, balanço e gira-gira são sinônimos de diversão para crianças de todas as idades. Porém, tome cuidado com a temperatura dos brinquedos. No verão, a superfície quente do escorregador, por exemplo, pode queimar a pele do seu filho. Mas, como não dá para encher a criança de roupa, o conselho é frequentar esses lugares antes das 10 horas ou depois das 16 horas. Agora, se o escorregador estiver fervendo e seu filho insistir, leve uma toalha para forrar a superfície ou chame a atenção dele para outra atividade.
 
CHEIO DE FARPAS!
 
Entrou uma farpa no dedo do seu filho? Não tente apertar, pois isso pode desencadear um processo inflamatório. Se for fininha, tire com uma pinça – caso não tenha, tire quando chegar em casa. Se for maior, que consiga puxar com o dedo, é só tirar e lavar com água corrente e sabão. Caso não seja possível, use lenço umedecido e lave depois.
 
BZZZZZZ
 
Na hora de brincar ao ar livre, as crianças podem virar um prato cheio para os insetos. Abaixo dos 2 anos, é possível usar repelentes naturais (à base de citronela), mas nunca nas áreas que vão à boca ou aos olhos, como mãos e antebraços. Acima dessa idade, já dá para usar repelentes infantis, ainda tomando cuidado de não passar nas mãos da criança. Ele deve ser aplicado por um adulto e, de preferência, em loção, evitando sprays e aerossóis (por chegarem mais facilmente ao nariz e à boca). À noite, dá para colocar aqueles de tomada, mas sempre com uma distância de pelo menos dois metros de onde a criança está. Agora, se os pernilongos já fizeram a festa, o pediatra deve indicar o melhor tratamento, principalmente se seu filho for alérgico. “Loções secativas e anticoceiras, como as de calamina, pasta d’água e talco líquido, podem aliviar”, orienta a pediatra Kerstin Abagge. Outra dica: mantenha as unhas da criança sempre bem cortadas, porque, ao se coçar, ela pode levar sujeira para a picada e causar infecção.
 
FORA DA GELADEIRA
 
Passar o dia na praia, na piscina do clube ou fazer um piquenique no parque significa comer fora ou levar lanches de casa. Mas você deve tomar cuidado com o que oferecer e com o tempo que os alimentos ficarão fora da geladeira. A recomendação é que não seja por mais de duas horas, pois esse é o período que as bactérias levam para atingir o crescimento suficiente para causar intoxicação alimentar. “Na praia, só compre em barracas autorizadas e fiscalizadas e observe a higiene dos vendedores, do ambiente e dos utensílios. Não consuma nada que esteja fora de suas características originais ou com embalagens alteradas”, alerta Hélio Fernandes da Rocha, presidente do comitê de Nutrologia Pediátrica da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro.
 
Confira mais dicas para armazenar comida ou comprá-la em dias quentes:
 
=> Leve as bebidas geladas, de preferência água e sucos. Caso seu filho menor de 2 anos queira tomar água de coco na praia, é melhor evitar, pois há o risco de contaminação – nunca se sabe em que tipo de água a fruta estava mergulhada.
 
=> Nada de levar papinha para a praia ou a piscina. Nesse horário, a criança não deve estar exposta ao sol.
 
=> Frutas são sempre boas opções. As melhores para essas ocasiões são maçã, laranja, uva e banana (se não ficar muito tempo no calor), pois são mais fáceis de serem acondicionadas.
 
=> Leve biscoito de polvilho, bolacha maisena ou água e sal. Nada de recheios, chocolates, queijo ou presunto, pois estragam com mais facilidade quando expostos a temperaturas muito altas.
 
=> Evite ao máximo comprar sanduíches ou qualquer coisa com maionese fora de casa.
 
=> Se for comprar suco natural, cheque sempre se é feito com água mineral. E fuja de raspadinhas! É impossível saber a procedência do gelo.
 
Com informações da Revista Crescer.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Meninos se alimentam mais do que as meninas?


Você sabia que, entre os 9 e 10 anos, os meninos podem comer mais do que as meninas. É o organismo da criança acumulando mais energia para o estirão. Entretanto, isso não significa que os meninos tendem a se alimentar em maiores quantidades do que as garotas, informa Priscilla Kakitsuka, nutricionista do Hospital Samaritano de São Paulo.

A nutricionista lembra que a quantidade de alimentos que a criança ingere, independente do sexo dela, está relacionada aos hábitos da famílias. Crianças que passam o dia beliscando, por exemplo, acabam comendo bem mais do que as que fazem as refeições em horários regrados.

É verdade que os meninos comem mais do que as meninas? Por que isso acontece?

“Na realidade não existe um estudo que comprove esse fato. Essa variação depende do comportamento da criança e de seus hábitos alimentares e independe do sexo. Essa tese de que meninos comem mais do que as meninas são fatos que foram observados do comportamento das crianças de forma genérica.

Se uma família de uma menina, por exemplo, tem o hábito de beliscar e comer fora do horário, essa menina provavelmente terá uma tendência a comer mais do que um menino em que a família tende a comer nos horários corretos.

Segundo as recomendações nutricionais de energia para crianças, as variações entre sexo masculino e feminino são insignificantes. Logo as necessidades são parecidas”.

É sempre assim ou tem uma idade que prevalece mais?

“Observa-se que na fase da pré-adolescência, aproximadamente aos 9-10 anos, os meninos tendem a comer mais que as meninas para o acúmulo de energia para o estirão. E esse fator tende a ser mais evidente na adolescência. E é a partir dos 9 anos que as diferenças sobre as recomendações nutricionais de energia entre meninos e meninas ficam mais evidentes”.

Como saber se a criança está comendo a quantidade correta para o tamanho dela ou se está comendo excessivamente e assim, colocando a saúde em risco?

“Toda criança deve ser acompanhada pelo seu pediatra. Nas consultas após a mensuração do peso e da estatura, o médico tem condições de avaliar se a criança está ganhando mais peso do que o normal quando insere o peso e a estatura nas curvas de avaliação ponderal.

Nos primeiros anos de vida e principalmente quando a criança começa a receber outros alimentos além do leite materno, se a criança evolui com o peso acima do esperado para a média da sua idade, esse indicador pode mostrar que possivelmente a criança está consumindo energia além da sua capacidade de gastar, resultando em acúmulo e ganho excessivo de peso, podendo prejudicar a sua saúde no futuro”.


Com informações do blog da jornalista Chris Flores.
Foto: Photodisc / Thinkstock / Gettyimages