Mostrando postagens com marcador gestantes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gestantes. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Agenda dos 9 meses: cronograma para programar os compromissos da gravidez


Ver o filhote no ultrassom, montar o enxoval, organizar o chá de bebê... A gravidez traz uma série de compromissos específicos. Com a ajuda da coach de gestantes Viviane Paulucci, você vai curtir cada fase com segurança

1º mês
A gravidez começa no meio deste mês, quando ocorre a concepção. Mas é só no finalzinho dele que surgem as suspeitas. A menstruação atrasou? Vale fazer um teste de farmácia. Mas também ligue para seu médico e peça o beta HCG, exame de sangue que detecta a presença da proteína gonadotropina coriônica, produzida pela placenta.



2º mês
Hora de fazer todos os exames de sangue que o obstetra pediu na primeira consulta de pré-natal. Inclusive o ultrassom transvaginal para verificar a idade gestacional. E que tal avaliar se ele é o médico certo para trazer seu filho ao mundo? Descubra, por exemplo, se já fez muitos partos normais ou é conhecido por preferir cesárea.



3º mês
A partir da oitava semana é possível saber o sexo do bebê com o exame de sexagem fetal. Conselho: espere até a 12ª semana, quando os riscos de aborto natural caem muito. Convém escolher uma atividade física e iniciar assim que o médico der o aval. A calça não fecha? Um modelo que acompanhe o crescimento da barriga é o ideal.



4º mês
É essencial agendar, entre a 12ª e a 14ª semana, o primeiro ultrassom morfológico com translucência nucal, para rastrear doenças genéticas. Se vai completar o enxoval fora do país, reserve a passagem agora para até o sexto mês. Comece a pensar em reformas e móveis. Às vezes, o prazo de entrega supera um mês, diz Viviane.



5º mês
Entre a 14ª e a 16ª semana já é possível identificar o sexo, via ultrassom. Sinal verde para o enxoval! Defina a decoração do quarto, encomende o enfeite da porta da maternidade, as lembrancinhas... Procure cursos de gestante, de amamentação, de primeiros socorros e agende-os para o próximo mês.



6º mês
A melhor fase para fazer um ultrassom em 3D ou 4D é entre a 26ª e a 30ª semana. Antes disso, o bebê está magrinho. Depois, já começa a ficar difícil de achar um ângulo. Agora também você vai precisar de roupas que comportem o barrigão. Prefira blusas que facilitem a amamentação. Assim, poderá usá-las no pós-parto, ensina Viviane.



7º mês
Chegou a hora de receber as amigas para o chá de bebê! E também de visitar as maternidades e escolher duas opções (para o caso de não ter vaga). É importante fazer o ultrassom com Doppler para avaliar o fluxo sanguíneo nas veias uterinas, no cordão umbilical e na artéria cerebral do bebê e acompanhar o crescimento do feto, que acelera agora.



8º mês
As roupinhas da maternidade estão lavadas? E o seu enxoval, com camisola, chinelo...? Deixe a mala pronta. E o quarto do filhote montado. Se quer contratar babá, vá em frente. Assim terá tempo de treiná-la, explica Viviane. Escolha de quem encomendará os docinhos e passe o contato para o seu marido poder acionar na hora H.



9º mês
A frequência de consultas de pré-natal aumenta e entra em cena a cardiotocografia, exame que registra as contrações uterinas e os batimentos cardíacos do bebê. Se quiser ajuda para se preparar para o parto normal, pode chamar uma doula. Vai contratar um fotógrafo? Peça na maternidade. Vai dar tudo certo!



Com informações do site Cláudia.
Foto: Getty Images.

Já viu as novidades que chegaram em nossa Loja? Clique aqui e se apaixone.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Os benefícios do parto normal


O parto normal pode ser entendido como uma espécie de ritual de passagem importante para o bebê. É a transição da vida num ambiente escuro, líquido e quente para um lugar mais amplo, frio, iluminado, onde ele vai passar a respirar de forma autônoma, algo diferente do que experimentou no útero. "O stress que o bebê sofre no parto normal é benéfico para sua adaptação", afirma Renato Kalil, obstetra e especialista em reprodução humana. As mudanças no trabalho de parto desencadeiam a produção de substâncias - entre elas os corticoides - que ajudam a preparar o organismo do filho para seu novo hábitat. A saída pelo canal vaginal - e não pela barriga - traz vantagens: propicia a compressão do tórax, que leva a criança a eliminar todo o líquido amniótico do aparelho respiratório.

Para a mulher, as vantagens da via normal também são muitas. Ela toma menos remédio, corre menos riscos de infecção, hemorragia e embolia. A perda de sangue não chega a meio litro. Se o médico precisa fazer a episiotomia - incisão no períneo, o músculo entre a vagina e o ânus - para aumentar o canal de expulsão, apenas seis ou sete pontos resolvem. Já na cesárea, cirurgia abdominal que prevê anestesia peridural ou raquidiana, a perda é em torno de 1,5 litro de sangue. O corte é bem radical, atinge ao todo sete camadas, que serão fechadas com 150 pontos, a maioria deles nas áreas internas. A cicatrização é demorada.

Rito de passagem
Se a cesariana não deve ser banalizada, tampouco merece condenação. "Ela é uma conquista", afirma o médico Eduardo Souza. Ele adverte, no entanto, que a cirurgia só deve ser adotada quando há recomendação.

A transformação da cirurgia em algo corriqueiro preocupa o governo. Para estimular a via normal, o Ministério da Saúde tomou iniciativas, como criar ambientes propícios para o parto na rede pública e casas que funcionam só com parteiras, mas que ficam contíguas a hospitais - que podem dar socorro imediato em caso de complicações. Os resultados ainda não apareceram. Na década passada, o SUS registrou um salto de 24% para 36% no número de cesáreas. Outra medida é a parceria que está sendo firmada com a Fundação Bill e Melinda Gates, nos Estados Unidos. O ministério e a instituição do criador da Microsoft vão investir mais de 14 milhões de reais, nos próximos dois anos, em pesquisas para melhorar a saúde materna, as condições do parto e, assim, reduzir a incidência de bebês prematuros, segunda causa de morte de brasileiros até 5 anos.

Em entrevista concedida à revista CLAUDIA, o médico Alexandre Padilha, ministro da Saúde explica por que é um dos defensores do parto normal e quais são as ações do governo para estimular a prática. Veja:

Por que defende o parto normal?
Sou um pleno defensor desde a faculdade de medicina, onde entendi a fisiologia da mulher e as vantagens do parto normal. A convicção se fortaleceu com a experiência como infectologista. A paciente fica menos tempo no hospital; portanto, o risco de infecção é menor.

A que experiências se refere?
Assisti mães ativas no parto normal - elas já pegavam o bebê e o amamentavam - enquanto as outras estavam anestesiadas. Coordenei o Núcleo de Medicina Tropical da USP, que montou um centro no Pará, em comunidades indígenas. Vi muitos nascimentos. Nenhum com sofrimento.

A mulher urbana, mais sedentária que a indígena, está preparada?
Ela tem de encarar a gravidez como um momento para se cuidar. Se é sedentária, deve criar hábitos saudáveis, preparar o corpo, evitar riscos de obesidade e hipertensão. O pré-natal é para isso.

Médicos preferem a cirurgia. Como o governo mudará essa cultura?
Atacando em várias frentes. Temos de tê-los como parceiros - a opinião deles influencia a mulher - e mudar sua formação. Residentes não aprendem o parto normal, formam-se em hospitais de alta complexidade que só realizam cesáreas. Também devemos valorizar, financeiramente, o que a rede pública já faz há dez anos. Em 2011, a Agência Nacional de Saúde Suplementar passou a estimular os planos de saúde. Os que diminuem as cirurgias recebem um indicador positivo. Outra coisa é falar com a gestante: o governo faz campanhas permanentes sobre as vantagens da via natural.

Com informações do site Cláudia.
Foto: Getty Images.